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Último lançamento do mundo Oddcast.


FAKE POP WORLD REVIEW | Rudimental - Violence

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Confira as reviews exclusivas do novo álbum de estúdio de Rudimental o agressivo Violence.

LUSHO CRITIC
por Raquelusho

Vulnerável, agressiva e honesta, Rüdimental embarca em uma jornada brutal de sentimentos no seu álbum "Violence", que narra a trajetória de uma mulher abusada e tomada como garantida por seu violento amante.  Em uma consistente melodia obscura, misturando o trap com o pop e o orquestral, Rüdimental mostra as consequências de um relacionamento abusivo e destrutivo através de composições perspicazes e sinceras, que oscilam entre confissões e pedidos por ajuda, não por ser indefesa, mas porque é preciso de uma imensa força para enfrentar uma realidade tão brutal quanto o amor violento. O álbum se beneficia com os visuais consistentes e misteriosos - cores frias e verdes cintilantes dão o tom de uma fantasia perversa, mas honesta, e que acompanha a realidade do sofrimento inevitável de uma decepção amorosa. O aspecto negativo do álbum fica por conta da repetição sonora, divergindo de gênero apenas em um momento do álbum, algo que poderia ser feito mais vezes ao decorrer das músicas.

Nota: 80

HAVARD DE PARIS MUSIC
por Maicow Reveley

“Eu queria um amor que me fizesse bem”: a frase que abre o álbum Violence, da cantora Rüdimental, exprime a cruel realidade que a artista quis apresentar em seu novo material. Nem sempre o amor que idealizamos é o amor que recebemos. Violence é uma obra com influências trap, hip-hop e r&b que possui uma interessante narrativa lírica contínua sobre a relação da alter-ego Ana com o seu parceiro Steven. Rüdimental manifesta uma mudança de personalidade em relação ao seu primeiro álbum e resgata uma estética sonora interessante que há muito tempo não era explorada no Oddcast, ao dizer que “no passado, eu era a Garota Suicida, mas na era Violence, me tornei a garota homicida.”
A faixa de abertura “Tatuagens” nos introduz ao relacionamento ainda-não-conturbado de Ana e Steven. A canção é fortemente influenciada pelo trap e possui um repetitivo sample de canção de ninar que já parece ter sido ouvido em diversas outras canções do mesmo gênero. Há também um discreto coral no refrão, que unido a letra da canção, cria uma atmosfera obscura que faz a música fugir do que poderia ter sido um desastre genérico e adentra ao universo sombrio de Violence que Rüdimental criou. Vemos Ana inicialmente como uma mulher frágil e facilmente manipulável, que acaba caindo nas graças de Steven, um homem sedutor e manipulador.
A segunda faixa “Pode Leitar” é uma música sedutora e com alguns momentos sexualmente explícitos em sua letra. Contudo, se não fosse pelo seu liricismo erótico, facilmente se confundiria sonoramente com a faixa anterior. Como seguimento, “Nebulosa” contém um tom mais dramático, com a sua abertura no piano, mas novamente entrega um trap repetitivo que já parece ter sido ouvido nas faixas anteriores e em faixas de outros artistas. A canção entrega uma composição ótima sobre a desilusão de um relacionamento, após toda fase de desejo e paixão inicial. Apesar da boa produção que as faixas apresentaram até agora, percebe-se que, às vezes, as músicas parecem acabar de repente, como se não tivessem sido finalizadas. 
Em “Recheada de Ilusões”, um dos destaques do álbum, Rüdimental, interpretando sua alter-ego Ana, nos mostra um diferencial em relação as faixas iniciais. Os acordes de violão que abrem a faixa são complementados por uma batida r&b mesclada com um rap sobre a decadência do relacionamento de Ana e Steven. Ao fim da faixa, somos surpreendidos por cortantes violinos que parecem o início do que poderia ser o clímax da música, mas que novamente é cortado pela súbita interrupção da faixa. “Alô? 180? Será que vocês poderiam me ajudar? (...) Sim, eu fui espancada” a abertura telefônica de “Reféns do Álcool” nos leva a acreditar que essa pode ser uma das canções mais dramáticas e interessantes do álbum. Com uma instrumental que flerta com o hip-hop alternativo, a canção tangencia o tema inicial ao dar mais foco às desilusões do relacionamento dos personagens enquanto poderia ter utilizado de elementos líricos e sonoros para criar a atmosfera chocante a faixa pretendia ter emitido. A linha não parece ter sido cruzada da forma que deveria. 
Guardando o melhor para o final, “Assassinato da Alegria”, “Aberração” e “Macho de Verdade Não Bate em Mulher” e “Violence” são os pontos altos do álbum. A primeira se destaca pela participação da novata Mia Thompson na composição, mostrando-se uma faixa bela e radiofônica, que relata a passagem do tempo e a busca da felicidade.  Não temos dúvida de que o carro-chefe do álbum foi bem escolhido ao nos depararmos com “Aberração”, sendo o grito de liberdade agressivo que precisávamos ouvir depois de canções que parecem ter sido sutilmente abafadas e envolvidas pelo sofrimento da alter-ego. “Macho de Verdade Não Bate em Mulher” (próximo single, por favor!) é um trap/hip-hop agressivo e nos mostra a revolta que gostaríamos de ter ouvido em algumas faixas anteriores do álbum. Por fim, o encerramento homônimo “Violence” é uma das melhores canções do álbum. Com uma sonoridade interessante e com influências new age, Ana canta a música como se fosse o seu hino à liberdade após todo o tempo que viveu no relacionamento agressivo com Steven. Ela agora é uma nova pessoa, modificada pela violência que sofreu e cometeu: “Você tem ideia do que é matar para continuar a viver?”.
Recheado de muita brutalidade, escuridão e ilusões, “Violence” possui um conceito interessante e uma narrativa bem escrita. O desenvolvimento dos personagens e do relacionamento é bem retratado e as detalhadas descrições das emoções e acontecimentos mostram o explícito talento de Rüdimental e o seu potencial para evoluir cada vez mais. Há muito ainda a se percorrer, mas o seu potencial é explícito. A sua produção é boa, dando destaque às quatro últimas faixas, entretanto, poderia ter sido mais bem polida e explorada em alguns momentos da obra. A sonoridade muitas vezes deixou a desejar, com instrumentais trap genéricas e repetitivas, que às vezes nos confundem e tornam as faixas muito semelhantes. Com esse álbum, Rüdimental se mostra uma artista criativa e com potencial para se desenvolver cada vez mais futuramente.

Nota: 73

MARIE ANTOINETTE
por Gabi

O álbum de Rudimental começa com uma sonoridade trap em "Tatuagens", que é agressiva e ao mesmo conta com elementos suaves, delicados. A letra é interessantíssima, muito carnal e pessoal. "Pode Leitar" mantém o mesmo estilo de composição e instrumental, porém se mostra uma canção mais ousada, o que é um ponto bem positivo, já "Nebulosa" é muito mais sentimental e muda um pouco a atmosfera do trabalho, mas mantendo a sonoridade trap, com destaque para a composição intensa e comovente. O feito se repete no próximo ato em "Recheada de Ilusões", uma faixa ainda mais interessante, abordando a mentira, a gestação de uma criança, com toques de violão e uma letra cativante, produção ótima, definitivamente um dos pontos mais altos do trabalho. 
As coisas mudam drasticamente em "Refém do Álcool", que pode até falar sobre temas sérios, como o relacionamento abusivo, o vício e a agressão física, mas o resultado final acabou se tornando absurdamente monótono. A instrumental é inexpressiva e parece ter sido retirada do álbum da Lee Anna ou de qualquer compilação de descartes da Vittoria Ametiste, a letra poderia ser bem mais forte, talvez uma das melhores, se não tivesse sido trabalhada de uma forma tão óbvia, resultando na faixa mais fraca até então. É uma filler que nem ao menos se esforça. 
"Pesadelo" deu um notável salto por trazer uma melodia mais envolvente e uma letra mais singular, porém ainda é tão monótona quanto a anterior, com exceção do refrão, que possui seu charme. 
As coisas enfim melhoram em "Assassinato da Alegria", que é deliciosa de se ouvir, abordando temas secundários como a religião, e as coisas seguem evoluindo em "Aberração" e "Macho de Verdade Não Bate Em Mulher". 
A conclusão com "Violence" não poderia ser mais acertada, já que essa faixa é carregada de emoção, uma das melhores produções do disco e muita, muita criatividade, fechando com chave de ouro. Dá para notar que Rudimental se esforçou neste trabalho, tentou e conseguiu trazer um tema mais ousado para a música virtual, e mesmo com suas falhas aqui e ali, é uma agradável surpresa entre artistas que só falam da mesmas coisas em todos os discos e não se importam com isso.  A artista poderia trabalhar melhor algumas de suas letras e instrumentais.

Nota: 73

LEITÃO CRITICS 
por Emmy Leitão

Violence novo álbum de Rudimental nos introduz em um universo único e sombrio, o projeto se da incio com "Tatuagem"  talvez não a melhor escolha para uma open track, mas não incomoda a experiencia visto que já começa com um ar tenso que esta dentro a proposta do disco, sem grandes artifícios na hora da produção poderia ser um tiro no pé mas acaba funcionando de certa forma, prestamos mais atenção na historia em que Rudimental quer nos passar e fica claro em vários momentos que é sobre um amor abusivo. destaque para "Recheada de Ilusões"  e "Macho De Verdade Não Bate Em Mulher" faixas instigantes que nos faz querer um vídeoclipe. Violence é um grande salto na evolução na carreira de Rudimental comparado com Garota Suicida, a artista precisa buscar um novo conteúdo mais elaborado, que a diferencie dos demais, para não ficar monótomo e cansativo para o ouvinte. Violence não será o seu melhor cd ou o mais lembrado, mas é um incio para uma brilhante carreira.

Nota: 72


BRAGI
por David Know

Em Violence, Rudimental está se aprisionando em uma relação ruim? No enredo do disco temos uma relação aonde a intérprete vive próximo de um homem que a atrai intensamente, ainda que, ela esteja consciente de que não era um bom homem. Na questão da produção, temos uma grande melhora em comparação com seu álbum anterior, o Garota Suicida, mas aqui o que pode ser aperfeiçoado, é a composição, poderia ter uma maior menção e aprofundamento da narrativa, tem canções que só compreendemos sua mensagem quando a artista chega ao refrão, como por exemplo Pode Leitar (por favor remix com a Emmy Leitão) e Nebulosa. Recheada de Ilusões tem cara de canção da Ariana Carper, e até agora é a melhor do material. A partir de Reféns do Álcool temos justamente a descrição da situação mas sem um cuidado especial com a forma que nos traz, poderia ter usado alguma alegoria ou algum jogo de linguagem para amenizar a dureza da situação apresentada. O álbum volta a ter seu ápice em Pesadelo, trás o que faltou na anterior e fala muito bem da dor da personagem. E a partir dessa canção as coisas que carecia começam a ser supridas. As últimas coisas que irei dizer sobre o álbum é que se Assassinato da Alegria e Macho de verdade não bate em Mulher não forem os próximos a receberem um vídeo será um dos maiores desperdícios do ano. O álbum se mostrou o melhor da artista, que há alguns pontos a melhorar,  mas aqui o destaque é que a intérprete mudou e está mudando intensamente. PARABÉNS!! 

Nota: 70
FAKE POP TIME
por Thalia

Diferente de seu debut 'Garota Suicida', 'Violence' mostra um lado mais obscuro e ao mesmo tempo vulnerável de Rudimental. Com letras sobre violência doméstica, sexo e ilusões amorosas, 'Violence' aposta na sonoridade trap e em letras agressivas. Mas a sua aposta nesse lado 'femme fatale' parece um pouco batida e saturada algumas vezes, talvez Rudimental precisasse ampliar um pouco mais o seu lado artístico para poder abordar sobre esses assuntos. Ao mesmo, notamos uma leve evolução em relação ao seu álbum anterior, com letras e produções um pouco mais elaboradas. 'Recheada de Ilusões' com certeza é o ápice do disco, onde sentimos que Rudimental colocou a sua alma verdadeira nos versos da canção. Já a canção 'Pode Leitar' parece meio perdida entre tantas letras agressivas sobre assuntos sérios. 'Violence' mostrou que Rudimental tem um grande futuro na industria oddcast. Mas, em seus próximos projetos, a cantora precisará melhorar em suas letras, deixando-as um pouco mais amplas e mixagem (notasse algumas produções fora da BPM).

Noa: 70

THE ODDCRITIC
por Sara

Desde que surgiu, Rüdimental coleciona #1s. A cantora é um sucesso em vendas de álbuns e nas paradas musicais, um bom exemplo recente é o single "Aberração", que manteve-se na primeira posição por 10 semanas não consecutivas. É claro que Rüdi sabe que domina o público, e aplica a pegada popular em suas músicas. Violence, seu segundo álbum de estúdio, é repleto pela sonoridade trap, bastante em alta em 2019. "Tatuagens", "Nebulosa", "Recheada de Ilusões", "Pesadelo" e "Macho de Verdade Não Bate em Mulher" são ótimos para definir o norte conceitual que a artista deseja passar no disco, mas pouco influenciam sonoramente nele. Desta forma, sua composição acaba se destacando, como em "Reféns no Álcool", uma faixa que é difícil de ser ouvida por retratar a agressão doméstica, mas bastante necessária. A delicada "Assassinato da Alegria" ("Estou vendo a vida passar pela janela do meu quarto") se destaca em meio as batidas trap. Uma das faixas mais impactantes do disco, o lead single "Aberração", entretanto, destoa totalmente do que o disco aborda. Nele, Rüdimental assume uma posição passivo-agressivo na situação, quando, na verdade, a mensagem que o disco passa é "sofrer agora para ser feliz depois". Rüdi encerra seu segundo álbum com a faixa-título, a melhor canção da sua carreira e uma das mais autobiográficas que o Oddcast já ouviu. Ela finaliza seu registro de inéditas com um relato emocionante e preciso, enxuto, com composição linear e temporal.


Nota: 69

ODDBOARD
por Jesy German

No álbum ‘Violence’, Rudimental nos conta uma história sobre um relacionamento abusivo, que algumas vezes parece se perder em citações clichês que poderiam ser substituídas por letras com maior valor sentimental que a cantora expressou em outras faixas, mostrando que recompensaria facilmente os erros do álbum. Num trap que pode soar repetitivo, ‘Violence’ nos entrega músicas com uma identidade sonora única, como a própria faixa-título e ‘Pesadelo’, mas também pode decepcionar em certos quesitos como na polêmica ‘Macho De Verdade Não Bate Em Mulher’, que trás em altas quantidades, versos desnecessários que não parecem fazer jus ao conceito lírico do álbum, continuando apenas a contar a parte da história que já conhecemos. Apesar das falhas do álbum, a intérprete do sucesso ‘Aberração’ cresce e se reinventa como artista ao se arriscar em um projeto que muda o rumo que a cantora seguiu em seu primeiro álbum, ‘Garota Suicida’. Numa jornada de composições sobre sofrimento, vingança e arrependimento, o disco perde a direção em algumas linhas cafonas que são recompensadas rapidamente por trechos que deixam mais explícito a posição do álbum na carreira de Rüdimental. A exploração de instrumentais mais diversas, ainda dentro do gênero musical do disco, e composições com menos clichês populares poderiam transformar o segundo álbum de Rüdimental num dos maiores CDs já apresentados no Simpop. No meio de tantos erros e acertos, o ‘Violence’ ainda sim consegue provar o motivo pelo qual a cantora é um dos maiores nomes do cenário atual do Oddcast. O disco nos entrega 10 faixas, onde 6 valem a pena se ouvir e, analisando o projeto como um todo, tem coesão sonora (apesar de cansar em alguns momentos), lírica e é um dos melhores story-tellings de nossa plataforma, podendo render a Rüdimental indicações nas principais categorias das futuras premiações do Oddcast e abre caminho para um futuro promissor da cantora em seus próximos álbuns.

Nota: 67
O que achou do Violence ? Escute o álbum agora mesmo.



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